Em duas semanas, o atual contrato de trabalho entre a International Longshoremen’s Association (ILA) e a United States Maritime Alliance (USMX) expira. Mais de 70.000 estivadores em 36 portos da Costa Leste e do Golfo, de Maine a Houston, podem entrar em greve, potencialmente paralisando um segmento crítico da cadeia de suprimentos doméstica. Além da exigência do sindicato por salários mais altos, uma de suas principais queixas é o investimento da USMX em automação. A aliança de empregadores, transportadoras e operadores portuários nos portos da Costa Leste e do Golfo declarou que planeja "manter sua linguagem tecnológica existente que criou uma estrutura para modernizar e melhorar a eficiência, ao mesmo tempo em que protege empregos e horas" dos membros da ILA. Mas o sindicato dos estivadores adiou as negociações no início do verão devido ao uso de portões automáticos em um de seus portos no Alabama. A preocupação com o portão automático tem fundamento? A ILA disse em junho que descobriu recentemente que a APM Terminals e a Maersk Line estavam usando um sistema de portão autônomo que processa caminhões para dentro e para fora do Porto de Mobile sem o uso de mão de obra da ILA, embora fontes tenham relatado que o sistema de portão automático estava em uso na instalação desde 2008 – há mais de dois períodos contratuais. O sindicato também expressou preocupações sobre a tecnologia sendo usada em outros portos representados pela USMX.

O contrato mestre ILA-USMX de 2018 afirma que "não haverá desenvolvimento de terminais totalmente automatizados e nenhum terminal totalmente automatizado"