"As palavras mais doces são: 'Aqui está o seu fim' (do acordo)", diz um ditado antigo. Isso nunca é mais verdadeiro do que em negociações sindicais, onde quase todos os jogadores têm um pedaço da ação, e particularmente nas negociações atuais entre empregadores portuários e estivadores sindicais em três dezenas de portos nas costas Leste e do Golfo dos EUA, um conflito público-privado que já chegou à Casa Branca. Ao contrário das conversas contratuais entre, digamos, proprietários de equipes de beisebol e o sindicato de jogadores, que acontecem sob o olhar da mídia 24 horas por dia, a negociação de contratos de estivadores é notoriamente confidencial, envolta em segredo, exceto por comunicados de imprensa duvidosos ocasionais que só conseguem achatar o drama real que ameaça manter refém uma boa parte de uma economia de bens dos EUA (e global) que é maior em valor do que todas as ligas esportivas profissionais juntas. O raro vazamento de detalhes reais do contrato é prontamente negado enquanto as partes interessadas aguardam ansiosamente o próximo anúncio. É assim que tem sido durante a atual rodada de negociações entre os empregadores portuários representados pela United States Maritime Alliance e a International Longshoremen's Association, que conta com 25.000 trabalhadores em serviços de contêineres e ro-ro em portos de Maine a Texas. Quaisquer conversas que estivessem ocorrendo pararam abruptamente em junho, quando o sindicato se recusou a aceitar o que os empregadores estavam oferecendo. A ILA, liderada pelo presidente Harold Daggett e seu filho, Exec