Faltando duas semanas para o prazo e com as partes sem diálogo, a perspectiva de uma greve da ILA em portos da Costa Leste e do Golfo em 1º de outubro continua a crescer. O sindicato e os operadores portuários da USMX permanecem em desacordo sobre aumentos salariais e automação portuária, e os portos da Costa Leste já estão tomando medidas para reduzir as operações. Há especulações de que uma greve poderia visar terminais da Maersk em Mobile, Alabama, que introduziram automação apesar das objeções da International Longshoremen's Association (ILA). Mas mesmo em caso de uma greve limitada, os estatutos da USMX exigiriam um "lockout" (fechamento patronal) em seus portos. O presidente da ILA insinuou que membros da ILWU em portos da Costa Oeste poderiam entrar em greve ou recusar-se a atender navios desviados da Costa Leste em solidariedade. Mas como o contrato recentemente assinado pela ILWU torna ações trabalhistas intencionais ilegais, observadores acreditam que os operadores poderiam encerrar rapidamente tais ações através de liminares. Outra questão é como a Casa Branca responderia a uma greve. Especialmente em um ano eleitoral, a administração, vocalmente pró-trabalhador, pode hesitar em encerrar uma greve através do "Taft-Hartley Act". Mas o impacto econômico de um fechamento prolongado é algo que a Casa Branca provavelmente também quer evitar, levando muitos a imaginar que uma greve da ILA, de uma forma ou de outra, não seria permitida a durar mais de uma semana. Ao mesmo tempo, a ILA insinuou que, se for forçada a voltar ao trabalho, os membros do sindicato poderiam continuar a perturbar as operações através de "work slow-downs" (lentidão proposital no trabalho).