Sindicato de estivadores paralisa horas extras no Porto de Montreal
Empregadores alertaram que uma greve de horas extras por estivadores sindicalizados no Porto de Montreal poderia levar ao fechamento das operações de carga no principal centro marítimo do leste do Canadá. A paralisação do trabalho pelo Sindicato dos Estivadores Local 375 começou na quinta-feira, após terminais e companhias de navegação pedirem ao sindicato que retirasse seu aviso de greve de horas extras. O sindicato aconselhou que funcionários designados que não pudessem trabalhar não seriam pagos pelas horas que poderiam ter trabalhado. O sindicato, uma afiliada do Sindicato Canadense de Empregados Públicos, representa aproximadamente 1.200 estivadores. Negociações para um novo contrato com mediadores federais chegaram a um impasse sobre o cronograma e uma redução nas horas para supervisores seniores, de acordo com relatos. A Maritime Employers Association, representando companhias de navegação, terminais e outros negócios, disse que mesmo uma ação trabalhista limitada poderia paralisar o manuseio de carga. "A MEA acredita que a recusa sistemática de horas extras terá repercussões significativas nas atividades do porto – até mesmo a ponto de parar as operações – e, por extensão, nos negócios, indústrias e no público", alertou o grupo de empregadores em um comunicado postado em seu site. "A MEA reitera sua disposição em continuar as negociações e pede ao sindicato que siga o processo estabelecido pelo Federal Mediation and Conciliation Service para alcançar um acordo negociado o mais rápido possível." Estivadores realizaram uma greve de três dias no início deste mês em dois terminais de contêineres.