Pesquisa da Câmara dos EUA revela que eleitores querem que Biden suspenda potencial greve em portos
WASHINGTON – Uma pesquisa nacional conduzida pela Câmara de Comércio dos EUA sugere que a maioria dos eleitores americanos quer que o governo federal intervenha caso os trabalhadores portuários entrem em greve a partir de terça-feira. De acordo com a pesquisa da câmara, que entrevistou 1.467 eleitores em setembro, 57% apoiam a ação do governo "para manter os portos abertos e operando enquanto as negociações continuam", enquanto cerca de 20% se opuseram à intervenção federal. A câmara informou que a margem de erro da pesquisa é de aproximadamente 2,8%.
Biden na Casa Branca na segunda-feira comentando sobre as consequências do furacão Helene. (Foto: The White House)
A organização usou a pesquisa para pressionar o presidente Joe Biden a intervir nas negociações contratuais entre a International Longshoremen’s Association (ILA) e a U.S. Maritime Alliance (USMX), invocando a Lei Taft-Hartley para evitar uma paralisação em 36 terminais em 14 portos do Maine ao Texas, com início na terça-feira.
"Simplesmente, você tem a autoridade para manter as negociações contratuais em andamento, mantendo os portos abertos", escreveu a presidente da Câmara de Comércio, Suzanne Clark, em uma carta enviada a Biden na segunda-feira. "A Taft-Hartley daria tempo para ambas as partes em negociação chegarem a um acordo sobre um novo contrato de trabalho."
Sob a Taft-Hartley, o presidente pode buscar uma liminar judicial que acione uma ordem de retorno ao trabalho e um período de 80 dias de "esfriamento" se uma greve for considerada prejudicial à segurança nacional. Mas a Casa Branca...